Quem se lembra das duas salas na Rua Sete de Abril,
esquina com Xavier de Toledo, onde se reuniam os membros da Conar,
Comissão Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária?
Naquele endereço o Conar adquiriu personalidade jurídica e logo passou
a ocupar um andar inteiro. A degradação acelerada do Centro velho
de São Paulo e o movimento migratório das agências em direção à Faria
Lima orientaram a mudança do Conar em 1983.
Aportamos num amplo casarão da Avenida Rebouças, no seu trecho residencial,
hoje praticamente extinto, bem em frente ao Shopping Eldorado. Lá
ficamos até 1986, quando os proprietários requisitaram o imóvel para
uso próprio e nos transferimos para a Rua Bahia, no Pacaembu.
Quase não havia prédios ao redor, o trânsito era tranqüilo e muitas
árvores tingiam de verde o horizonte acinzentado. Em primeiro plano,
a natureza nos premiara com um impressionante exemplar de pau-ferro,
com quinze metros ou mais de altura, e da pequena varanda, nos fundos
da mansão estilo normando, era possível admirar um dos mais agradáveis
bairros de São Paulo.
A atual diretoria, desde a posse, acalentava a idéia de instalar a
sede em espaço horizontal, que pudesse integrar a estrutura, os conselheiros
e os visitantes. A verdade é que a antiga sede se tornou muito acanhada.
Como foi dito aqui mesmo neste espaço, na edição passada, há quinze
anos contávamos 191 associados e processávamos 140 representações
por ano; em 2001, somos 320 associados e mais de trezentos casos.
É um bocado de trabalho, a despeito da simplicidade dos nossos ritos.
Que não permite, entretanto, dispensar tratamento displicente aos
voluntários - 21 membros no Conselho Superior e 112 no Conselho de
Ética, além dos representantes de anunciantes e agências, seus advogados,
dos estudantes de diferentes níveis e cursos que acorrem à sede e
jornalistas que cobrem nossas atividades.
Chegamos à Avenida Paulista depois de esquadrinhar dezenas de imóveis.
Das janelas da nova sede, no 18º andar do Conjunto Nacional, nossos
horizontes alargaram-se extraordinariamente. Das salas de reunião
tem-se uma vista de tirar o fôlego para a região dos Jardins e do
Morumbi. O pôr-do-sol que dali se pode admirar certamente vai inspirar
e iluminar nossas conciliações.
Olhando das janelas da Plenária, situada no lado oposto, divisamos
o mar de edifícios que se espraia até o Centro velho de São Paulo.
Em dias claros, algumas brechas entre os prédios nos permitirão ver
a Serra da Cantareira e os contornos verdes e oxigenados da Zona Norte.
Acreditamos que o novo espaço nos permitirá servir melhor à sociedade
e à nossa comunidade.
Em nome da diretoria, aproveitamos para agradecer às entidades e empresas
que integram nosso quadro associativo o respaldo financeiro que permitiu
a viabilização do ambicioso projeto. Congratulamo-nos também com nosso
diretor executivo e sua equipe pela determinação e entusiasmo com
que enfrentaram mais esse desafio.
A nova sede é, para todos nós, motivo de júbilo e mais um importante
passo. Como já foi dito, uma prova de que o Conar mudou. Para melhor!
Gilberto C. Leifert é presidente do Conar.
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