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2/4/2009 - Para Rosenfield, "mentalidade autoritária" domina debate

O professor Denis Lerrrer Rosenfield assinou artigo na Folha de S.Paulo de ontem onde alerta para restrições crescente à liberdade de escolha no Brasil, que colocam em risco uma série de questões relativas à formação da opinião pública e aos consensos estabelecidos que são, em boa parte dos casos, "de natureza ideológica e política e não científica".

O autor cita como o exemplo o debate em torno de leis que visariam proteger o fumante passivo, mesmo que evidências científicas não associem o fumo passivo a doenças do aparelho respiratório. Na opinião de
Rosenfield, "fumantes e não fumantes devem ser preservados, cada um em suas escolhas, um não interferindo na do outro".

"O nó da questão reside na formação da opinião pública. Os formadores de opinião antitabagistas e os agentes públicos tornaram a sua campanha uma questão de ativismo político, recusando quaisquer opiniões que contrariem as suas crenças. Antes de qualquer conclusão científica, estabelece-se um consenso do ponto de vista da opinião pública, toda posição contrária vindo a ser considerada uma espécie de anátema", afirma Rosenfield, indo além: "O que está em questão é a posição ideológica, e não o debate racional. Estamos diante de uma mentalidade autoritária que procura, de qualquer maneira, fazer avançar as suas propostas, tanto mais perigosa na medida em que se abriga sob o manto da ciência, do bem e do politicamente correto."

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