| Em audiência pública
na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados,
ontem, em Brasília, o presidente do Conar, Gilberto C. Leifert,
defendeu a liberdade de expressão comercial. "Nossa
posição é de defesa da liberdade de divulgação
dos produtos e serviços, que só pode ser restringida
nos limites constitucionais e por lei federal", disse ele.
O objetivo da audiência pública era discutir a intenção
da Anvisa de intervir por meio de resoluções de diretoria
colegiada na publicidade de alimentos, bebidas e medicamentos. Aos
deputados, Leifert sustentou que não cabe a Anvisa legislar
sobre o tema, pois isso é papel do Congresso Nacional, explicitado
pela Constituição. Ele historiou a ação
do Conar na fixação e cumprimento de normas éticas
para a publicidade desde 1978.
Opinião semelhante foi expressa pelo vice-presidente da
Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra), Frederico
Nogueira, e pelos representante da Abap, Stalimir Vieira, Abert,
Flávio Cavalcante Júnior, e do comitê de saúde
da Amcham-SP, Rodrigo Correia da Silva.
Pela Anvisa, falou seu presidente, Dirceu Raposo de Melo. Segundo
ele, as peças publicitárias não informam, apenas
atraem as pessoas e focam a vulnerabilidade do público. Dirceu
defende a imposição de limites e disse acreditar que
isso seja de competência da Anvisa."Um estudo indica
que, somente no caso da publicidade infantil, até 2010, 80%
das compras serão determinadas pelas próprias crianças",
disse.
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