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10/11/2010 – Mídia livre é “principal arma contra sistemas totalitários”, diz Pondé

Para o escritor, filósofo e ensaísta pernambucano Luiz Felipe Pondé, o controle da mídia seria “um dos maiores abusos em nome da democracia”.

Em artigo publicado no começo de novembro pela Folha de S.Paulo, ele comentou a iniciativa de alguns estados brasileiros de criar órgãos de controle da mídia. “Claro que os que assim agem afirmam não ser intenção deles controlar a mídia, mas, como eu não acredito em Papai Noel, sei que não dizem a verdade”, escreveu Pondé.

“Qualquer discurso criminoso de ‘democratizar’ a mídia através de órgãos tutelares do governo (seja ele qual for, mesmo um em que eu votei) deve ser rechaçado se não quisermos virar uma República da banana”, afirma.A mídia (TV, cinema, rádio, jornais, publicidade) deve ser absolutamente livre. Deve ter seus próprios mecanismos de autorregulação e jamais ser objeto de ‘fiscalização externa’. As melhores intenções neste caso serão sempre criminosas a serviço do ‘mal’. Mídia boa é mídia incômoda. Para além de qualquer crítica que se possa fazer à mídia, ela é a principal arma contra sistemas totalitários que amam a burrice pública da unanimidade”.

Para Pondé, a pior forma de controle da mídia é “aquela que se diz em nome do ‘combate democrático aos preconceitos’ ou da ‘democratização social’ porque se faz invisível usando a palavra mágica ‘democracia’. Querem uma mídia democrática? Deixem-nos em paz e aguentem o tranco. Esses órgãos de controle da mídia devem ser encarados como uma declaração de guerra. Você tem medo da liberdade?”, conclui o articulista.


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