| A Folha de S.Paulo e a edição
online do jornal Meio&Mensagem comentaram o 1º Fórum
Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária
na Comunicação Social, realizado ontem, em Brasília.
Veja alguns trechos da reportagem do Meio&Mensagem:
“O presidente do Conar, Gilberto Leifert,
afirmou que a entidade não tem interesse em competir com
o legislativo. Ela quer fazer o seu trabalho em harmonia com o que
o legislativo define. No entanto, ele defende maior autonomia para
setores como o de publicidade e lamenta que o Congresso esteja com
aproximadamente 200 matérias restritivas à atividade
publicitárias em tramitação.
"O Conar não quer competir com o legislativo.
Nosso trabalho é orientar o mercado, analisar os conteúdos
que estão sendo veiculados e fazer recomendações
quando necessárias. Nosso compromisso é com a ética
e foi assim que conquistamos credibilidade", disse Leifert.
“Ele ressaltou que a maioria das reclamações
em órgãos de defesa do consumidor não se referem
à publicidade, e sim ao desempenho dos produtos. Leifert
ainda declarou que o governo deveria se dedicar a fazer com que
as leis já existentes fossem cumpridas, pois na sua opinião
não será a restrição à publicidade
de bebidas que resolverá o problema de consumo de bebidas
alcoólicas por jovens.
“Para a socióloga Fátima Jordão,
a exposição à publicidade sensibiliza os espectadores
ao consumo. No entanto, ela avalia que os consumidores estão
prontos para reagir a essas mensagens. E afirma que as pessoas têm
condições de fazer as suas escolhas. "Vários
estudos na área de comunicação indicam que
a população sabe se defender e consegue decodificar
as mensagens que recebem", completou.
Já o coordenador de estudos acadêmicos
da Agência de Notícias dos Direitos da Infância
(Andi), Guilherme Canela, avalia que esse poder de discernimento
está associado ao acesso à educação.
Canela argumenta que poucas pessoas sabem que podem recorrer ao
Conar quando entendem a propaganda como abusiva. "Em tese,
todos reagem à mensagem, mas isso só acontece quando
a pessoa conhece as ferramentas de que dispõe. Estamos diante
de um debate público que precisa ser aprofundado. A Andi
é favorável ao projeto de restrição
de horário para as propagandas de bebidas alcoólicas
porque entende que assim ficará mais fácil os pais
terem um controle sobre o que chega até os seus filhos",
afirmou Canela.
“Oded Grajew, presidente do conselho deliberativo
do Instituto Ethos, defendeu a auto-regulamentação
publicitária, pois enxerga com restrições o
papel da regulação. Para ele, instituições
como o Conar conquistaram sua credibilidade com uma atuação
séria e as instituições reguladoras a cada
dia perdem a credibilidade. Na opinião de Grajew, o modelo
de auto-regulamentação está dando certo.
Já a Folha de S.Paulo, em nota publicada
no caderno Cotidiano de hoje, abre espaço para afirmação
do presidente da Abap, Dalton Pastore:
“A regulação da publicidade
não só é aceitável, é fundamental,
e entendemos isso há 30 anos. A única coisa que queremos
é que seja discutida democraticamente dentro do instrumento
que já existe para regular a publicidade, e que a gente evite
a censura”.
Da exposição do presidente do Conar,
a Folha destacou o seguinte trecho:
“Propaganda não faz mal à saúde,
faz mal é não saber consumir. Não conheço
medidas recentes implantadas que aumentem o controle do Estado sobre
acesso dos menores e de motoristas a bebidas”.
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