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11/6/2007 – Folha e M&M destacam Fórum

A Folha de S.Paulo e a edição online do jornal Meio&Mensagem comentaram o 1º Fórum Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária na Comunicação Social, realizado ontem, em Brasília.

Veja alguns trechos da reportagem do Meio&Mensagem:

“O presidente do Conar, Gilberto Leifert, afirmou que a entidade não tem interesse em competir com o legislativo. Ela quer fazer o seu trabalho em harmonia com o que o legislativo define. No entanto, ele defende maior autonomia para setores como o de publicidade e lamenta que o Congresso esteja com aproximadamente 200 matérias restritivas à atividade publicitárias em tramitação.

"O Conar não quer competir com o legislativo. Nosso trabalho é orientar o mercado, analisar os conteúdos que estão sendo veiculados e fazer recomendações quando necessárias. Nosso compromisso é com a ética e foi assim que conquistamos credibilidade", disse Leifert.

“Ele ressaltou que a maioria das reclamações em órgãos de defesa do consumidor não se referem à publicidade, e sim ao desempenho dos produtos. Leifert ainda declarou que o governo deveria se dedicar a fazer com que as leis já existentes fossem cumpridas, pois na sua opinião não será a restrição à publicidade de bebidas que resolverá o problema de consumo de bebidas alcoólicas por jovens.

“Para a socióloga Fátima Jordão, a exposição à publicidade sensibiliza os espectadores ao consumo. No entanto, ela avalia que os consumidores estão prontos para reagir a essas mensagens. E afirma que as pessoas têm condições de fazer as suas escolhas. "Vários estudos na área de comunicação indicam que a população sabe se defender e consegue decodificar as mensagens que recebem", completou.

Já o coordenador de estudos acadêmicos da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), Guilherme Canela, avalia que esse poder de discernimento está associado ao acesso à educação. Canela argumenta que poucas pessoas sabem que podem recorrer ao Conar quando entendem a propaganda como abusiva. "Em tese, todos reagem à mensagem, mas isso só acontece quando a pessoa conhece as ferramentas de que dispõe. Estamos diante de um debate público que precisa ser aprofundado. A Andi é favorável ao projeto de restrição de horário para as propagandas de bebidas alcoólicas porque entende que assim ficará mais fácil os pais terem um controle sobre o que chega até os seus filhos", afirmou Canela.

“Oded Grajew, presidente do conselho deliberativo do Instituto Ethos, defendeu a auto-regulamentação publicitária, pois enxerga com restrições o papel da regulação. Para ele, instituições como o Conar conquistaram sua credibilidade com uma atuação séria e as instituições reguladoras a cada dia perdem a credibilidade. Na opinião de Grajew, o modelo de auto-regulamentação está dando certo.

Já a Folha de S.Paulo, em nota publicada no caderno Cotidiano de hoje, abre espaço para afirmação do presidente da Abap, Dalton Pastore:

“A regulação da publicidade não só é aceitável, é fundamental, e entendemos isso há 30 anos. A única coisa que queremos é que seja discutida democraticamente dentro do instrumento que já existe para regular a publicidade, e que a gente evite a censura”.

Da exposição do presidente do Conar, a Folha destacou o seguinte trecho:

“Propaganda não faz mal à saúde, faz mal é não saber consumir. Não conheço medidas recentes implantadas que aumentem o controle do Estado sobre acesso dos menores e de motoristas a bebidas”.

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