| A IV Conferência Legislativa sobre Liberdade
de Imprensa, realizada dia 9, no auditório da TV Câmara,
em Brasília, em comemoração ao Dia Mundial
da Liberdade de Imprensa, sublinhou a importância da publicidade
para garantir a liberdade da imprensa. “De modo geral, os
palestrantes defenderam que a receita publicitária garante
a independência financeira dos veículos e, por conseqüência,
a liberdade editorial”, informou em nota o site Consultor
Jurídico (www.conjur.com.br).
Para o presidente da Abert, Daniel Pimentel Slaviero, a liberdade
da publicidade não pode ser controlada. “É a
livre iniciativa que movimenta a concorrência e a publicidade.
E é a publicidade que garante a independência da imprensa.
Por isso, não se pode falar em liberdade de imprensa sem
liberdade publicitária.”
O publicitário Julio Ribeiro, da agência Talent, defendeu
a autorregulamentação pelo próprio mercado.
“Até hoje nenhuma decisão do Conar foi contestada”,
disse ele.
Para a presidente da ANJ, Judith Brito, a publicidade deve se enquadrar
na liberdade de informar. “Existe, de fato, um conflito. A
publicidade também informa e por isso tem que ter a liberdade
de informar. Há um exagero do legislador sobre a liberdade
de expressão comercial”, sustentou.
O subchefe-executivo da Secretaria de Comunicação
da Presidência da República, Ottoni Fernandes Jr.,
também defendeu a regulamentação pelo mercado,
mas enfatizou que, em certos casos, é preciso que a sociedade
discuta o assunto. “Deveria haver uma discussão séria
sobre a publicidade para as crianças, por exemplo”.
O evento foi coordenado pela Aner e promovido conjuntamente com
a ANJ, Abert e a Câmara dos Deputados.
No discurso de abertura, o ministro do STF Carlos Ayres Britto,
relator da ação que revogou a Lei de Imprensa, defendeu
que a Constituição é suficiente para regular
os dispositivos de direito de resposta e indenização.
Para o ministro, aliás, não é possível
criar leis somente para a imprensa. “A imprensa é o
único serviço público que só pode ser
feito pela iniciativa privada. É a imprensa que regula o
Estado, e não o Estado que regula a imprensa”, defendeu.
Mais Notícias
|