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17/07/2008 - Presidente do Conar lê no Congresso de Publicidade manifesto em prol da
liberdade de expressão comercial

O plenário do IV Congresso Brasileiro de Publicidade aprovou ontem, por aclamação, as teses propostas pela Comissão de Liberdade de Expressão Comercial

Na ocasião, Gilberto C. Leifert, presidente do Conar e da Comissão, leu manifesto em defesa da liberdade de expressão comercial. Veja a íntegra da carta, que teve ampla repercussão na imprensa:

Criativa,
Bonita,
Responsável,
Premiada,
Alto astral,
Inteligente,
Livre,
Moderna,
Inspiradora...

Foi assim, com liberdade para criar, que a publicidade brasileira se tornou conhecida no mundo inteiro.

Agora, querem cortar as suas asas, como se ela fosse a culpada por tudo de ruim que acontece.

Há no momento mais de 200 propostas no Congresso Nacional e outras em estudos na Anvisa para restringir a propaganda de bebidas, remédios, alimentos, refrigerantes, automóveis, produtos para crianças, entre outras.

Tem sentido isso? A publicidade não causa obesidade, alcoolismo, acidentes domésticos ou de trânsito.

É a publicidade que viabiliza do ponto de vista financeiro a liberdade de imprensa e a difusão de cultura e entretenimento para toda a população.

É a publicidade que torna possível a existência de milhares de jornais, revistas, emissoras de rádio e TV, assim como de outras expressões da mídia.

As leis existentes já são suficientes para garantir ampla proteção ao consumidor e seria demais pedir a um anunciante que proponha o desestímulo ao consumo.

São legítimos e animadores os anseios da sociedade na formação de crianças e adolescentes, na difusão de hábitos saudáveis, no estímulo ao consumo responsável e à educação ambiental.

A publicidade brasileira não foge às suas responsabilidades.

Por isso, criou – e respeita – há trinta anos o Código Brasileiro de Auto-regulamentação Publicitária – primeira iniciativa a propor limites e impor deveres à atividade, muito antes que isso se tornasse uma preocupação da sociedade e dos poderes públicos.

Praticar e divulgar a auto-regulamentação publicitária são deveres de toda a indústria da comunicação, em seu próprio benefício e no da sociedade como um todo.

Liberdade, deixe as asas abertas sobre nós!

 

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