| A Carta do Rio de Janeiro, que marcou a conclusão
dos trabalhos do 7º Encontro Brasileiro de Agências de
Publicidade – EBAP, destacou a relevância da autorregulamentação
para a atividade.
Segundo o documento, a autorregulamentação é
a maneira “civilizada e cidadã de controlar o conteúdo
e a forma das mensagens publicitárias sem violentar a liberdade
de expressão e obedecendo aos padrões definidos pela
própria sociedade, em seus diversos momentos da história”.
Em outro trecho, a Carta expressou a convicção de
que a liberdade de expressão comercial é “aliada
indistinta da liberdade de expressão, como sustentáculo
econômico da imprensa independente e guardiã de uma
verdadeira democracia”.
Confira a íntegra da Carta do Rio de Janeiro:
Reunidos na sede da FIRJAN, no Rio de Janeiro, nos dias 8
e 9 de abril de 2010, por ocasião do 7º Encontro Brasileiro
de Agências de Publicidade – EBAP –, 366 titulares
e diretores das mais importantes agências do país debateram
o tema “Rentabilidade e o futuro das agências”
e concluíram que a preservação da rentabilidade
das agências e o futuro da publicidade devem ter como base:
- A vigorosa defesa da preservação e da prática
efetiva do modelo brasileiro de negociação, ancorado
pelo CENP.
- A necessidade das agências investirem sistematicamente
em qualificação profissional e capacitação
técnica, a fim de continuar garantindo a prestação
de um serviço de qualidade, que aporte valor às marcas
de seus clientes, num cenário cada vez mais competitivo.
- Estabelecer, em benefício de todos os envolvidos –
agências, veículos, fornecedores e anunciantes - critérios
de bom senso e regras claras para a prática das concorrências,
incluindo, entre outras, a limitação do número
de participantes e a remuneração mínima dos
custos dos concorrentes.
- A convicção de que a liberdade de expressão
comercial é aliada indistinta da liberdade de expressão,
como sustentáculo econômico da imprensa independente
e guardiã de uma verdadeira democracia. O Prêmio ABAP
“Ícones da Comunicação” –
Liberdade, Conteúdo e Inovação – simbolizou
a indissolubilidade da relação entre os pares da Indústria
da Comunicação.
- A confiança de que a propaganda tem a admiração
e o respeito da opinião pública, que rejeita o intervencionismo
e a tutela de qualquer origem, como foi atestado em pesquisa do
IBOPE.
- Confirmar que a autorregulamentação, representada
pelo CONAR, homenageado por seus 30 anos de defesa da credibilidade
da propaganda brasileira, é a forma civilizada e cidadã
de controlar o conteúdo e a forma das mensagens publicitárias
sem violentar a liberdade de expressão e obedecendo aos padrões
definidos pela própria sociedade, em seus diversos momentos
da história.
- A prática de uma governança cada vez mais articulada
entre as agências, seus parceiros de produção
e os veículos de comunicação, visando a prosperidade
de todos e sempre em benefício da valorização
das marcas dos clientes e do fortalecimento de toda a indústria
da comunicação.
Rio de Janeiro, 9 de abril de 2010.
Mais Notícias |