Um almoço, hoje, para mais de cem membros do Conselho de Ética e convidados, marcou o início dos festejos dos 30 anos de fundação do Conar.
O almoço aconteceu no restaurante Figueira Rubayat, em São Paulo, e contou com a presença do presidente do Conar, Gilberto C. Leifert, dos vice-presidente Geraldo Alonso Filho, Luiz Carlos Dutra, Antonio Carlos de Moura e Edney Narchi, dos diretores Fernando Portela, João Luiz Faria Netto e Dorian Taterka, presidentes e membros das Câmaras do Conselho de Ética. Também estiveram presentes os ex presidentes do Conar, Petrônio Corrêa e Ivan Pinto.
Em seu discurso aos presentes, Leifert disse que, ao invés de relembrar as ameaças à liberdade de expressão comercial, preferia celebrar conquistas e vitórias, como o fato de ser o Conar reconhecidamente a primeira organização da sociedade civil do país dedicada à autodisciplina. Ele lembrou o caráter privatistas da entidade e o fato de já contar a abertura de exatos 7.205 processos éticos até manhã de hoje.
Leifert também mencionou a várias atualizações do Código ético-publicitário, “sempre que o exigiram demandas sociais e a evolução da atividade”, as mais recentes delas envolvendo a publicidade de bebidas alcoólicas, alimentos e produtos destinados ao público infantil. Para ele, as atualização são “tarefa sem fim, que muitas vezes se afigura exacerbada aos olhos de alguns e branda ante as expectativas de outros. O fato é que o Conar não cria direitos ou obrigações, não manda prender, devolver dinheiro ou trocar mercadoria. É o trabalho dos seus voluntários que vem gerando ao longo desses anos o crédito indispensável para que o mercado possa prescindir do controle estatal e de novas leis”.
Prosseguiu o presidente do Conar: “além do reconhecimento que nos devotam autoridades e consumidores, é motivo de justo orgulho o status conquistado pelo nosso sistema de autorregulamentação no âmbito internacional. O Conar do Brasil segue ombreado a seus congêneres mais evoluídos e acreditados, como o são o do Reino Unido e o da Espanha. O brasileiro inspirou e é tido como referência para os co-irmãos da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, México, Paraguai, Peru e Uruguai”.
Ele encerrou seu pronunciamento agradecendo, em nome da diretoria, aos voluntários que atuam e atuaram nos Conselhos Superior e de Ética e aos colaboradores do corpo técnico e administrativo instituição, liderados pelo vice-presidente executivo Edney Narchi. “Ao lhes propor um brinde pelas conquistas acumuladas nestes primeiros 30 anos, lanço o olhar para o futuro próximo, fazendo votos que o Brasil se consolide como democracia, como economia vigorosa e ascendente; que seus cidadãos sejam bem informados e sejam distinguidos como consumidores conscientes; que nossa propaganda seja tão útil quanto respeitada; que nossos anúncios sejam tão criativos e eficientes quanto éticos; que os veículos sigam independentes e dispostos a acatar as recomendações do Conar; que o Estado não se afaste do cumprimento da Constituição e das leis”, concluiu Leifert.
As comemorações pelo aniversário do Conar prosseguem em outubro, quando a entidade promove, no Rio de Janeiro, a IV Reunião de Organismos de Autorregulação Publicitária da América Latina, Conared, com a participação de conselhos de autorregulamentação publicitária de dez países.
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