| O jornalista Ricardo Kotscho, em
artigo publicado no jornal O Globo, destacou os trinta anos do Código
Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária,
a serem completados em abril. Para o jornalista, o país tem
muitos motivos para comemorar a data. “Em lugar de recorrer
à Justiça, que sempre demora, ou se queixar ao bispo,
como se dizia antigamente, a partir daí qualquer empresa
ou cidadão vítima de publicidade enganosa ou abusiva
capaz de causar constrangimento passou a recorrer ao Conar”,
escreve ele.
Para Kotscho, se tem uma coisa que não falta no Brasil são
leis. “Não conheço outro país com uma
legislação tão pródiga, que regulamenta
tudo em todos os setores, nos mínimos detalhes, e a todo
momento institui novas regras e restrições, ao mesmo
tempo em que o processo judiciário se torna cada vez mais
moroso, mais distante das urgências e das necessidades do
cidadão comum, estimulando a impunidade. Por isso, iniciativas
bem-sucedidas de auto-regulamentação como a do Conar,
próximas da vida real de empresas e pessoas, deveriam ser
cada vez mais estimuladas na sociedade, para dar um sossego aos
bispos e desatravancar a Justiça, encontrando formas mais
modernas e civilizadas, mais rápidas e eficientes para mostrar
a cada um o que pode e o que não pode”, encerra Kotscho.
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