| Depois de ouvir exposição
da Comissária Européia para a Sociedade da Informação
e a Mídia, Viviane Reding, a Aba concluiu: a sua posição
sobre liberdade e responsabilidade social da propaganda está
alinhada com a política oficial da Comunidade Européia,
como informa o vice-presidente executivo da Aba, Rafael Sampaio,
que participou do II Festival de Mídia de Veneza, em meados
de abril.
Segundo ele, a política oficial do Governo Europeu é
muito semelhante à da entidade representativa dos anunciantes
brasileiros sobre temas como a liberdade e responsabilidade social
da propaganda, objeto de manifestação pública
da Aba no final de março e base do comercial que a associação
está veiculando no momento.
Em Veneza, diante de grandes anunciantes e organizações
de mídia, Viviane Reding defendeu a importância da
função da publicidade na sociedade moderna como elemento
de informação aos consumidores, por seu estímulo
à competição e pelo suporte à diversidade
e liberdade dos meios de informação e de entretenimento.
Viviane é reconhecida por suas firmes posições
liberais, que têm fundamento em sua carreira como jornalista
e integrante do Parlamento Europeu.
Ela defendeu a liberdade de expressão comercial como um
dos pilares da sociedade, da economia e da cultura modernas, alertando
tanto para “a necessidade dos anunciantes e da mídia
serem absolutamente responsáveis” como para “o
erro que as autoridades cometem quando desejam limitar severamente
ou banir a propaganda de produtos e serviços que são
legalmente fabricados, prestados e distribuídos”.
Viviane disse que o Governo da União Européia vem
adotando uma postura totalmente diferente em relação
ao tema se comparada com aquela que a maior parte dos governos nacionais
historicamente assumia. Ela lembrou que “a publicidade era
percebida como uma ‘bobagem irrelevante’ pelas autoridades
européias” e que nas últimas duas décadas
essa posição vem se alterando de forma significativa,
pois “agora a comunicação comercial é
vista como fator de grande importância no novo panorama social,
econômico, político e cultural do bloco que constitui
o maior mercado mundial”.
A tendência dominante do governo europeu é a de não
estender nem as proibições, nem as restrições
à publicidade, mas, ao contrário, liberalizar o que
for possível e conveniente, apoiando tanto os sistemas de
auto-regulamentação setoriais quanto os códigos
de conduta das corporações empresariais.
Viviane finalizou sua intervenção em Veneza defendendo,
como a melhor alternativa para toda a sociedade, “a existência
de mecanismos maduros de cooperação entre os governos,
as indústrias e a mídia”. Segundo ela, esta
é “a forma moderna de estabelecer a regulação
eventualmente necessária, em complemento aos mecanismos de
auto-regulamentação, que precisam ser constantemente
atualizados”.
Para Rafael Sampaio, as declarações da principal
autoridade européia sobre questões de informação
e mídia “dão um alento não apenas à
Aba, mas a todas as entidades brasileiras que buscam ampliar e aprofundar
seu diálogo com os poderes públicos, em defesa da
maior liberdade e da maior responsabilidade social da propaganda”.
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