CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Por se tratar de um público com personalidade
ainda em formação, presumivelmente inapta para responder
de forma madura aos apelos de consumo, crianças e adolescentes
sempre demandaram tratamento diferenciado pelo Código Brasileiro
de Auto-regulamentação Publicitária.
As novas normas éticas, que passam a valer
a partir de 1º de setembro, são mais detalhadas e
abrangentes, incluindo conceitos avançados e recomendações
pontuais.
O Código passa a recomendar, por exemplo,
que
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a publicidade seja um fator coadjuvante aos
esforços de pais, educadores, autoridades e da comunidade
na formação de crianças e adolescentes,
contribuindo para o desenvolvimento positivo das relações
entre pais e filhos, alunos e professores, e demais relacionamentos
que envolvam o público-alvo. |
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Não se use mais o apelo imperativo de consumo dirigido
diretamente a crianças e adolescentes [“Peça
pra mamãe comprar...”]. |
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Não se use crianças e adolescentes como modelos
para vocalizar apelo direto, recomendação ou
sugestão de uso ou consumo por outros menores [”Faça
como eu, use...”]. |
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O planejamento de mídia reflita as restrições
técnica e eticamente recomendáveis, buscando-se
o máximo de adequação à mídia
escolhida. |
Também são reprovados pelo Código
ético-publicitário anúncios capazes de provocar
qualquer tipo de discriminação, inclusive em virtude
de não poderem ser consumidores do produto, a utilização
de formato jornalístico e a exploração de
situações capazes de infundir medo. Admite-se, porém,
a participação de crianças e adolescentes
em peças publicitárias nas demonstrações
pertinentes aos demais produtos e serviços anunciados.
Permanecem válidas as seguintes recomendações,
já presentes no Código:
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peças publicitárias não
devem associar crianças e adolescentes a situações
ilegais, perigosas ou socialmente condenáveis, |
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impor a noção de que o consumo proporcione
superioridade ou inferioridade e |
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provocar situações de constrangimento com
o propósito de impingir o consumo. |
Mas devem sempre:
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respeitar
a dignidade, ingenuidade, credulidade, inexperiência
e o sentimento de lealdade do público-alvo; |
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dar atenção
às características psicológicas do público-alvo
e seu discernimento limitado; |
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evitar eventuais distorções
psicológicas nos modelos publicitários e no
público-alvo. |